Educação mal educada
O primeiro parágrafo quase sempre é o mais complicado, o mais difícil de sair. Acho que posso dizer a mesma coisa sobre o primeiro post.
Após alguns dias ruminando informações, começo com uma matéria exibida na revista Veja no dia 01/10/09, sobre educação.
O MEC distribuiu às escolas públicas de todo o Brasil o livro paradidático “Um contrato com Deus, e outras histórias de cortiço” – um clássico dos Graphic Novels, do autor Will Eisner – ícone dos quadrinhos na década de 1920.
A publicação, que segundo o Ministério da Educação é orientada para alunos do Ensino Médio (e faixa etária de 15 anos), aborda violência doméstica, pedofilia e outros problemas sociais.
Até aí nenhum problema…
Acontece que essa e outras publicações fazem parte do do acervo do PNBE (Programa Nacional Biblioteca da Escola) e são enviadas diretamente para os colégios cadastrados. São 5.682 escolas participantes somente em São Paulo, das redes estadual e municipal, que recebem o material.
Ora, se a publicação vai para as bibliotecas das escolas, é fácil concluir que crianças de diferentes faixas etárias podem ter acesso direto ao livro e seu conteúdo. Sem a devida orientação, o que uma criança de 10, 11 anos pensará por exemplo, sobre a cena abaixo? Saberia ela dizer se a ação é correta ou incorreta, se é uma solução para seus problemas ou algo errado?
Pedofilia e Violência Doméstica
Após ser contatado pelo SP TV, o MEC informou em nota que a liguagem do livro éadequada para estudantes do ensino médio com mais de 15 anos, e que não irá recolher os livros das bibliotecas. Disse ainda que a política de empréstimos de livros é de responsabilidade de cada escola.
Isso nos leva a uma consideração: qual a situação real de cada escola pública desse imenso Brasil? Será que em cada uma delas, inclusive (e principalmente) naquelas situadas em áreas carentes e/ou de risco possui professores ou pessoal capacitado para coordenar o sistema de consulta e empréstimo de livros?
Como vemos, parece mais uma tentativa de manipulação de massas, incutindo maus valores nas pessoas, disseminando a desinformação desde o início de nossas vidas.
Daí vem a pergunta que não quer calar: Quem faria algo assim?? Nosso governo? Outros governos? As Nações Unidas? O ainda algum grupo superpoderoso, que fica acima dos orgãos citados?
Isso é o que iremos mostrar e debater nos próximos posts…
WPQGE78FMZ4P
A Nova Ordem Mundial
Fim dos Tempos
Flúor na água não!
Infinito Aldo Luiz Amanagé Ré
LIBERTAR!
O Vigia
Rádio-blog do Olavo de Carvalho
Senzalamundi
Stop Secrets
Whataheal University





Sou grande fã do trabalho do Will Eisner, mas preciso concordar: as histórias dele poucas vezes foram orientadas às crianças/adolescentes. São conteúdos adultos, de caráter interpretativo e social “pesado”.
O Brasil há vários anos assumiu uma postura que, quando conversando com professores da rede pública (minha sogra aposentou-se como diretora esse ano, então tenho bastante contato), mostra que a proposta de ensino por ciclos é muito interessante – porém: a falta de incentivo (financeiro, plano de carreiras, qualidade de vida) para os professores e a FALTA DE PREPARO dos mesmos (qualificação e EDUCAÇÃO em muitos casos) faz com que estejamos criando um ciclo de banalização educacional. Os professores não querem ensinar, os alunos não querem aprender.
E a falta de incentivo está onde?
Na estrutura da escola?
No pagamento e qualificação de professores e mestres?
Na educação familiar?
Na postura propagandista social via televisão?
Ou na cultura de gado que o Brasil vive?
Estou cansado de ver os jovens pastarem.