PostHeaderIcon A Ilha dos Náufragos – Uma fábula para entender o dinheiro – parte 2

Dando sequência à nossa fábula, seguem os capítilos 7 ao 12:

ile7a A Ilha dos Náufragos – Uma fábula para entender o dinheiro – parte 27 – Um enterro sem testemunho

À noite antes de se despedir, Martinho fez uma derradeira pergunta:

- Quanto dinheiro será preciso para começar, para que os negócios andem bem?

Os cinco se entreolham curiosos, mas por fim acabam mesmo por humildemente consultar o ilustre Martinho. Com as sugestões do bondoso banqueiro, concordam que 200 dólares para cada um parece ser o suficiente para começar. Uma reunião foi marcada para o dia seguinte à tarde.

Nossos homens se retiram, trocando estimulantes reflexões. Deitam-se tarde, não adormecem senão de madrugada, depois de terem sonhado de olhos abertos com o ouro.

Martinho, ele não perde tempo, esquece a fadiga não pensando em outra coisa senão nos seus prospectos de banqueiro. Ao romper do dia, ele faz um buraco e enterra o dito barril, e meticulosamente dessimula o local de todo traço de terra remexida.

Depois põe em marcha a sua pequena máquina impressora e imprime mil notas de um dólar. Vendo as notas saindo novinhas de sua impressora, pensa para consigo:

- Como são fáceis de fazer estas notas! O seu valor porém, provem dos produtos que elas vão servir para comprar. Sem produtos estas notas não valeriam nada. Estes meus ingênuos clientes, crêeem que é o ouro que garante o dinheiro. Mas eu os tenho seguro pela sua ignorância!

Ao cair da tarde, os cinco ingênuos vão de encontro a Martinho.

ile8a A Ilha dos Náufragos – Uma fábula para entender o dinheiro – parte 28 – A quem o novo dinheiro favorece?

Em cima da mesa havia cinco pilhas de notas.

- Antes de  distribuir este dinheiro a vocês é preciso que compreendam certos pormenores.

- O dinheiro é baseado no ouro guardado no cofre do meu banco. Portanto o dinheiro é meu… não fiquem tristes pois eu vou emprestar este dinheiro, e vocês o empregarão como quiserem. Entretanto eu só lhes cobrarei os juros. Visto que o dinheiro em circulação é raro, ele é mesmo inexistente, eu creio ser razoável pedir um pequeno juro de 8 por cento ao ano somente.

- De fato você é muito generoso!

- Um último ponto, meus amigos: antes de receberem o dinheiro cada um de vocês vai assinar este documento, é um compromisso pelo qual cada um se compromete de pagar juro e capital, sob pena de confiscação de vossas propriedades. Oh! uma simples garantia. Eu não tenho a menor intenção de me apropriar de vossas propriedades. Eu contento-me simplesmente do dinheiro, e estou plenamente seguro que conservarão os seus bens e irão me devolver o dinheiro e me pagarão o juro.”

- É de muito bom senso, Senhor Martinho, nós redobraremos de ardor no trabalho e tudo reembolsaremos.

- E é tudo – Venham me ver, se porventura surgir algum problema. O banqueiro é o melhor amigo do mundo… Agora aqui estão os 200 dólares.

E lá foram os cinco amigos, radiantes com o dinheiro em mãos e no pensamento.

ile9a A Ilha dos Náufragos – Uma fábula para entender o dinheiro – parte 29 – Um problema de aritmética

O dinheiro de Martinho circula na ilha. As trocas são multiplicadas a medida que ficaram mais simples. Todos estão contentes e saúdam Martinho com respeito e gratidão.

Contudo, o geólogo anda inquieto. Os seus produtos estão ainda sob a terra. Já não lhe restam senão notas no bolso. Como reembolsar o banqueiro no próximo pagamento?

Depois de muito refletir sobre o problema, Tomás aborda-o socialmente.

“Tendo em conta a população da ilha, interroga-se, seremos nós capazes de respeitar os compromissos? Martinho criou no total 1000 dólares, mas ele nos uma soma total de 1080 dólares. Se juntássemos o dinheiro todo em circulação na ilha daria um total de 1000 dólares. Ninguém criou os 80 dólares que faltam. Nós fazemos os produtos e não o dinheiro, Martinho poderá então, apropriar-se de todo o patrimonio da ilha, pois todos juntos não poderemos nunca reembolsar a soma total, capital e juros.

“Se aqueles que são capazes de pagar por eles mesmos sem se importarem com os demais, alguns vão cair em breve, os outros simplesmente sobreviverão, mas o tempo deles também está contado. Portanto mais cedo ou mais tarde todos cairão nas mãos do banqueiro, que se apoderará de tudo. É melhor nos unirnos de imediato  e regularizar o problema socialmente.”

Tomás não encontra dificuldade em convencer os outros que o banqueiro os enganou. Concordam com uma reunião geral com o banqueiro.

ile10a A Ilha dos Náufragos – Uma fábula para entender o dinheiro – parte 210 – A benevolência do banqueiro

Martinho adivinha a situação, mas não se desconcerta, mostra-lhes uma cara amigável. O impulsivo Francisco apresenta o caso:

- Como poderemos nós pagar 1080 dólares, quando não há mais do que 1000 dólares em ciculação?

É o juro meus caros senhores, responde o banqueiro. Não aumentou a produção de todos? Pergunta Martinho.

- Sim aumentou, mas o dinheiro não aumentou. Ora é justamente o dinheiro que você quer de volta e não os produtos. Como é que você, a única pessoa que pode fazer dinheiro, fez 1000 dólares e nos pediu 1080 dólares. Isso é impossível!

- Um momento meus senhores, os banqueiros adaptam-se sempre às condições, para o bem estar público… Eu vou lhes pedir unicamente o pagamento dos juros. Nada mais do que 80 dólares. E vocês continuarão a guardar o capital.

- Você perdoa nossa dívida?

- Não. Eu lamento, mas um banqueiro não perdoa nunca uma dívida. Vocês ainda me devem todo o dinheiro emprestado. Mas me reembosarão apenas o juro cada ano, eu não lhes exigirei o pagamento do capital. Alguns de vocês poderão vir a ser incapazes de pagar até mesmo os juros, uma vez que o dinheiro vai de um para outro. Organizem-se em uma nação,  acordem entre si um sistema de impostos. Vocês taxarão mais aqueles que tiverem mais dinheiro, menos os outros. Contanto que me tragam coletivamente o total dos juros, ficarei satisfeito e a nova nação renderá muito.

Os homens retiram-se, meio-calmos meio-pensativos.

ile11a A Ilha dos Náufragos – Uma fábula para entender o dinheiro – parte 211 – O êxtase de Martinho

Martinho recolhe-se, e a sós conclui:

“O meu plano é bom. Gente trabalhadora, mas ignorante. A sua Ignorância e a sua credulidade fazem a minha força. Eles queriam dinheiro e eu lhes meti as correntes, o cativeiro. Cobriram-me de flores enquanto eu os enrolava.

“Oh! grande “Mammom”, eu presinto o teu gênio de banqueiro amparar-se do meu ser. Você bem diss, ilustre mestre: “me concedam o controle do dinheiro de uma nação que eu não me importarei com quem faz as suas leis.” Sou o mestre da Ilha dos Náufragos, porque controlo o seu sistema monetário.

“Eu poderia controlar o universo. O que eu faço aqui, eu, Martinho, poderei fazê-lo no mundo inteiro. Se um dia sair desta ilhota: saberei como controlar o mundo sem ter cetro.

“Minha voluptuosidade soberana seria a de espalhar minha filosofia pela cabeça dos cristãos: banqueiros, chefes de indústrias, políticos, médicos, professores, jornalistas… eles seriam meus criados. A massa cristã se embala melhor na sua escravidão, quando seus capatazes são eles mesmos cristãos.”

E toda a estrutura do sistema bancário Mammoniano se desenha no espírito encantado de Martinho.

ile12a A Ilha dos Náufragos – Uma fábula para entender o dinheiro – parte 212 – Crise de vida

Entretanto, a situação piora na Ilha dos Náufragos. Nota-se um esforço para o aumento da produtividade, mas constata-se um decréscimo na venda dos produtos. Martinho sorve regularmente os juros – É preciso separar o dinheiro para pagá-lo. O dinheiro não circula.

Aqueles que pagam taxas mais altas queixam-se dos que pagam menos, e em compensação aumentam o preço de seus produtos. Os mais pobres, os que não pagam taxas, queixam-se por do alto custo de vida e compram menos.

O moral baixa e a alegria de viver os abandona. Trabalham sem convicção. O que de há de bom? A venda dos produtos vai mal; e quando eles vendem, é preciso pagar a taxa a Martinho. O grupo priva-se das coisas. É a crise. E cada um acusa o seu vizinho de falta de virtude e de ser a causa do alto custo de vida.

Um dia a sós no meio do seu pomar, Henrique concluiu, que o “progresso” trazido pelo sistema monetário do banqueiro estragou tudo o que era bom na ilha. Com certeza, os cinco homens possuem os seus defeitos; mas o sistema de Martinho alimenta tudo o que há de mais ignóbil na natureza humana.

Henrique decide convencer e juntar os seus companheiros para uma reuniâo, que ocorre rapidamente. Começa por Tiago: “Ah! diz Tiago, eu não sou sábio. mas ja há muito tempo que sinto, que o sistema deste banqueiro, é mais nojento que a bosta no meu estábulo na primavera!

Aplaudindo um após outro, uma nova entrevista com Martinho ficou assim decidida.

Continua no próximo post…

Martinho recolhe-se, e a sós conclui:

“O meu plano é bom. Gente trabalhadora, mas ignorante. A sua Ignorância e a sua crédulidade fazem a minha força. Eles queriam dinheiro e eu meti-lhes as correntes, o cativeiro. Cobrirarn-me de flôres enquanto eu os enrolava.

“Oh! grande ‘Mammom’, eu presinto o teu génio de banqueiro amparar-se do meu ser. Tu bem o dissete, ilustre mestre: ‘ue me concedam o controle do dinheiro de uma nação que eu estou me nas tintas de quem faz as suas leis.’ Sou o mestre da Ilha dos Náufragos, porque controlo o seu sistema monetário.

“Eu poderia controlar o universo. O que eu faço aqui, eu Martinho, poderei fazê-lo no mundo inteiro. Se um dia sair desta lihota: saberei como controlar o mundo sem ter ceptro.

“Minha voluptuosidade soberana seria a de espalhar minha filosofia pela cabeça dos cristãos: banqueiros, chefes de indústrias, políticos, médicos, professores, jornalistas,, eles seriam meus criados. A massa cristã se embala melhor na sua escravidão, quando seus capatazes são eles mesmos cristãos.

E toda a estrutura do sistema bancário Mammoniano se desenha no espírito encantado de Martinho.

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A moderna educação universitária praticamente prepara uma pessoa para adquirir uma mentalidade canina com a qual aceite o serviço de um amo superior. Depois de concluir uma má chamada educação, as supostas pessoas educadas vão, tais quais cachorros, de porta em porta, preenchendo solicitações de emprego, e na maioria dos casos são postas para fora depois de informadas que não há vagas. Assim como os cachorros são animais que servem a seus amos por migalhas de pão, o homem serve fielmente a um amo sem receber recompensas suficientes. A.C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada
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