E quando o Google dominar o mundo? Se já não o dominou…
Já faz algum tempo que tenho ficado com o pé atrás em relação ao Google. Quem acompanha o blog seguramente já viu o meu primeiro post sobre a maior empresa da internet, e viu o que ela pode fazer… Hoje, apresento algumas outras informações.
Cronologia parcial do Google
1995-1997 – Os fundadores do futuro Google criam o sistema de busca chamado BackRub e registram o domínio google.com
1998 – Google vai para a Nasdaq. No mesmo ano, torna-se o site de busca #1 do mundo
2000 – Surgem o Google Adwords e o Google Toolbar, além de já ser disponibilizado em 10 idiomas
2001 – Aquisição do Blogger
2002 – Já disponível em 26 idiomas, Google firma parceria com AOL (tem início o abraço do lado negro da força). Além disso, Google decide que o Adwords será cobrado por clique (cost-per-click) e fica mais rico ainda
2003 – Google Adsense é implantado
2004 – Orkut passa a ser do Google; lançamento do Gmail
2005 – Google Maps, Google Earth, Google Analytics e Google Transit entram na jogada – o rastreamento continua e é melhorado
2006 – Google se instala na China – onde o governo começa a censurar e restringir informações
2006 – Google Finance e Google Calendar são disponibilizados – agora eles veem até as suas finanças e sua agenda pessoal e/ou profissional. Já com o Google Docs, podem ficar de olho em suas apresentações, textos e planilhas.
2007 – Gmail é aberto para todos – assim, podem armazenar e visualizar todas as trocas de mensagens, mesmo que quem não possui uma conta gmail, mas que envia mensagem para que possua emails @gmail.com; Aquisição do Youtube
2008 – Dentre outras coisas, Google participa ativamente em convenções políticas
2009 – Google Latitude – Seja rastreável onde quer que você esteja!
Como podemos ver, ele chegou devagar, de leve… Primeiro, desenvolveu um mecanismo automático capaz de indexar todo o conteúdo existente na Web e organizá-lo. Isso já é bastante coisa, mas ele não se deu por satisfeito.
[...Os passos seguintes foram lentos, mas certeiros. Em 2000, o Google começou a vender espaços publicitários contextuais nas pesquisas. Daí veio o serviço de busca por imagens e o agregador de notícias, Google News, em 2001. De olho na explosão de produção de conteúdo pelo usuário, adquiriu o Blogger.
Não parou por aí. A idéia era se tornar parte da vida pessoal do usuário da rede. Veio o GMail, o Google Desktop e o Orkut, e bem depois, a compra do YouTube. Em pouco tempo, a maioria das suas ações na internet era intermediada pelo Google. Agora a empresa disponibiliza praticamente todos os serviços que o internauta médio pode utilizar: Google Adsense, Google Maps, Google Calendar, Google Docs, Google Earth, Google Chrome, todos integrados a um grande sistema - composto por um super hardware, o Google Hardware que, em conjunto com os softwares acima, é capaz de armarzenar e encontrar quaisquer informações que queiram utilizar...tudo isso de forma automatizada.
O Google sabe quem são seus amigos, sobre o que você fala com eles, o que você compra, por quais assuntos se interessa, os lugares que costuma frequentar, seus compromissos, quantas, quais e como são as pessoas que acessam seu blog todos os dias. Sabe o que você filma e o que você disponibiliza de conteúdo na internet. Sabe até onde você vai amanhã, porque antes de ir você consulta o serviço deles no Maps que informa a melhor rota de transporte público.
O Google se submeterá a qualquer governo e a qualquer regra que esse governo impuser, se isso significar não sofrer sanções financeiras (E isso já aconteceu: leia mais sobre a polêmica do Google na China aqui, aqui e aqui).
Não pense que uma corporação de grandes proporções vai deixar de ganhar milhões para preservar sua privacidade, porque não vai. Isso tudo considerando que essa postura ainda louvável da empresa é a oficial – e se já existir uma não-oficial?]*
Não tenham dúvida alguma sobre o fato de que o Google faz e fará parte do Novo Governo Mundial.
Querem saber de algo no mínimo suspeito?
Larry Page & Sergey Brin – fundadores do Google – sabendo desde o início que o Google mudaria a forma de adquirir informações, trataram de cuidadosamente “isolar” suas vidas – colocando casas e outros bens em nome de terceiros, escolhendo números não rastreáveis de telefone e se abstendo de postar qualquer coisa de caráter pessoal em websites.
Essa obcessão com privacidade pode explicar a reação que o Google teve em 2005, quando Elinor Mills, uma reporter da CNET, fez uma pesquisa sobre o CEO da Google, Eric Schmidt vivia com sua esposa em Atherton, California, possuía um patrimônio de $1.5 bilhões, comprou cerca de $140 milhões em ações do Google naquele ano, foi um piloto amador e esteve no festival Burning Man.
O Google ficou louco, clamou que a informação era uma falha de segurança e anunciou que iria colocar a reporter da cnet na lista negra durante um ano (O Google depois voltou atrás). Em uma resposta curiosa, especialmente pelo fato de que a informação publicada por Mills era muito menos íntima e pessoal do que as informações de cada um de nós que o Google armazena.
Para finalizar, leiam o Scroogled, um conto de ficção (será?) que acontece em um futuro próximo, em que um governo de extrema direita tem acesso – por meio de leis criadas exclusivamente para esse fim – a todos os dados que o Google já coletou sobre usuários.
*trecho extraído de olhometro.com


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