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Você acha que os políticos brasileiros devam ser considerados criminalmente por negligência, se continuarem a desfavorecer o Brasil, tanto política quanto economicamente?

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PostHeaderIcon A Ilha dos Náufragos – Uma fábula para entender o dinheiro – parte final

13 – Em casa do autor do cativeiro

Houve uma tempestade na casa do banqueiro:

- O dinheiro é escasso na ilha por que você o tirou de circulação. Nós o pagamos e pagamos, e lhe devemos ainda o mesmo montante que no início. Nós trabalhamos, construímos belas áreas, e estamos em situação bem pior que antes da sua chegada. Dívida! Dívida! Dívida pelas costas!

- Vamos lá meus amigos, raciocinemos um pouco. Se suas terras estão mais bonitas, é graças a mim. Um bom sistema bancário, é o mais belo ativo de um país. Mas para beneficiar-se dele, é preciso guardar antes de mais nada toda a confiança no banqueiro. Venham a mim como a um pai… Querem mais dinheiro? Muito bem. O meu barril de ouro vale bem muitas milhares de dólares… Olhem! Eu vou hipotecar de novo suas propriedades e lhes emprestar em seguida outros mil dólares.

- Duas vezes mais em dívida? Duas vezes mais juros a pagar todos os anos, sem fim?

- Sim, mas eu emprestarei ainda mais, contanto que aumentem o patrimônio predial; e não me devolverão nada mais que o juro. Consolidaremos os empréstimos; chamaremos isso de dívida consolidada. Dívida que poderá aumentar anualmente. Mas seus rendimentos também. Graças ao meu financiamento, irão desenvolver a nação de vocês.

- Então nesse caso, quanto mais fizermos, prosperar a ilha, mais a nossa dívida global aumentará?

- Como em todo o país civilizado. A dívida pública é um medidor da prosperidade.


14 – O lobo come os carneiros

- É a isto que chama de dinheiro são, Senhor Martinho? Uma dívida nacional tornando- se necessária e impagável, não é são, é doentio.

- Meus Senhores, toda a moeda válida deve ser baseada em ouro e sair do banco em dívida. A dívida nacional é uma coisa boa: Ela coloca os governos sob a sabedoria sadia dos banqueiros. A título de banqueiro, sou uma chama de civilização na ilha de vocês.

- Senhor Martinho, nós podemos ser uns ignorantes mas nos não queremos essa civilização aqui. Nós não pediremos mais um centavo emprestado. Moeda válida ou não, nós não faremos mais negócios com você.

- Eu lamento essa decisão precipitada, caros Senhores. Se romperem seus compromissos comigo, eu tenho as suas assinaturas. Devolvam-me tudo imediatamente: juros e capital.

- Mas isso é impossível, senhor Martinho. Mesmo se vos devolvermos todo o dinheiro existente na ilha não ficaremos quites.”

- Não quero saber. Vocês assinaram, sim ou não? Sim? Ah! bem, então em virtude da santidade dos contratos, eu confiscarei todas as suas propriedades em penhor tal como acordado entre nós, quando vocês estavam contentes de me terem entre vocês. Se não querem servir de bom grado a potência suprema do dinheiro, irão a servir à força. Irão continuar a explorar a ilha, mas para mim e segundo as minhas condições. Vão embora, que eu amanhã lhes ditarei as ordens.

15 – O controle dos jornais

Como Mammom, Martinho sabe que aquele que controla o sistema monetário de uma nação, controla essa nação. Mas ele sabe também que para manter essa dominação, é preciso manter o povo na ignorância, e entretê-lo com outra coisa.

Martinho notou que entre os cinco insulares, dois são conservadores e três são liberais. Isto transpareceu quando das conversas entre os cinco, sobretudo quando eles se tomaram seus escravos. Há conflitos entre azuis e vermelhos.

De tempos a tempo Henrique, menos partidário, sugere uma união do povo para fazer pressão sobre os govemantes… Uma força perigosa para toda a ditadura. Martinho vai dedicar-se a envenenar o mais rápido possível com discórdias políticas.

Servindo-se de sua impressora faz aparecer dois folhetins semanários: “O Sol”, para os vermelhos, e “A Estrela” para os azuis.

“O Sol” transcreve: Se já não são mais mestres em suas casas é por causa dos atrasados dos azuis, sempre agarrados à seus interesses.

“A Estrela” transcreve: Sua dívida nacional é obra dos malditos vermelhos, sempre prestes a aventuras políticas.

E assim, nossos dois grupos políticos guerreiam-se a altos gritos, esquecendo-se do verdadeiro causador do cativeiro, o fiscal do dinheiro, Martinho.

16 – Os destroços de um bote salva-vidas

Um dia, Tomás, o geólogo, descobre encalhado ao fundo de uma enseada nos confins da ilha e obstruído por grandes arbustos, um bote-salva-vidas, sem remo, sem outro vestígio de serviço que uma caixa muito bem conservada.

Abrindo a caixa: descobre além de roupa e algumas outras miudezas, um livro-álbum em bom estado que desperta a sua atenção. O livro tem por titulo:

As edições do Primero Ano de São Miguel (Vers Demain em francês).

Curioso, nosso Tomás senta-se e abre o volume. O lê. O devora. E finalmente se ilumina:

“Mas veja aqui o que deveríamos ter sabido à muito tempo.

O dinheiro não tira o seu valor do ouro de maneira nenhuma, mas dos produtos que o dinheiro compra.

“O dinheiro pode ser uma simples contabilidade, os créditos passam de uma conta à outra segundo as compras e vendas. O total do dinheiro em relação ao total da produção.

“A todo o aumento de produção, deve corresponder um aumento equivalente de dinheiro… Nunca juros a pagar sobre o dinheiro nascente… O progresso representa não uma dívida pública mas um dividendo igual a cada um… Os preços, ajustados ao poder de compra por um coeficiente de preços. O Crédito Social…”

Tomás não aguenta mais e corre, com o livro na mão, compartilhar sua esplêndida descoberta com os quatro companheiros.

17 – O dinheiro, simples contabilidade

Tomás instala-se como professor:

Eis aqui, o que poderíamos ter feito, sem o banqueiro, sem ouro, sem assinar dívida alguma.

Eu abro uma Conta no nome de cada um de nós. À direita, os créditos, o que acrescenta à conta; à esquerda, os débitos, o que a diminui.

“Nós queríamos para começar, 200 dólares. Num acordo comum, decidimos marcar 200 dólares ao crédito de cada um. Logo, cada um recebe 200 dólares.

Francisco compra artigos de Paulo, por 10 dólares. Eu subtraio 10 dólares a Francisco, restando 190 dólares. A Paulo acrescento-lhe 10 dólares, ele tem agora 210 dólares.

Tiago faz compras no Paulo no valor de 8 dólares. Eu suprimo 8 dólares de sua contae ele fica com 192 dólares. Paulo fica com 218.

Paulo compra madeira do Francisco por 15 dólares. Eu subtraio 15 dólares de Paulo, ele guarda 203 dólares, eu adiciono 15 dólares a Francisco, sua conta sobe para 205 dólares.

“E por aí fora; duma conta à outra, tudo como notas vão de um bolso a outro.

Se um de nós tem necessidade de dinheiro para aumentar a sua produção, abre-se para ele o crédito necessário, sem juro. Ele reembolsa o crédito uma vez a produção seja vendida. Mesma coisa para os trabalhos públicos.

Aumenta-se assim, periodicamente, as contas de cada um de soma adicional, sem tirar nada de ninguém. Em correspondência ao progresso social, é o dividendo nacional. O dinheiro é assim um instrumento de serviço.”

18 – O desespero do banqueiro

A pequena nação tomou-se créditista. No dia seguinte o banqueiro Martinho recebe uma carta assinada dos cinco:

Caro Senhor, você nos endividou e explorou, sem nenhuma necessidade. Nós não precisaremos mais de você para reger nosso sistêma monetário. Nós, de agora em diante teremos todo o dinheiro necessário, sem ouro, sem dívida, sem ladrão. Nós iremos estabelecer imediatamente na Ilha dos Náufragos o sistema do Crédito Social. O dividendo nacional substituirá a dívida nacional.

“Se você, estiver interessado no reembolso de seu dinheiro, nós poderemos lhe devolver todo o dinheiro que fez para nós, nada mais. Não pode reclamar aquilo que não fez.

Martinho esta desesperado. É o seu empério que se desmorona. Para os cinco habitantes tornados créditistas, já não há mais mistério sobre o dinheiro ou sobre crédito para eles.

“Que fazer? Pedir-lhes perdão, transformar-se num deles? Eu banqueiro, fazer isso?… Não. Eu vou antes passar sem eles e viver à parte.”

19 – O engano desmascarado

Para se protegerem contra toda eventual reclamação, nossos homens decidiram fazer o banqueiro assinar uma declaração atestando que ele possui todavia todos os bens que ao desembarcar na ilha.

O inventário geral: O bote, a pequena máquina impressora, e o famoso barril de ouro.

Foi preciso que Martinho indicasse o lugar, e a gente desenterra o barril. Nossos homens tiram-no do buraco com muito menos cuidado desta vez. O Crédito Social ensinou-os a desprezar o feitiço do ouro.

O geólogo, ao levantar o barril, percebe que para ser ouro o boarril deviar estar muito mais pesado: “Eu duvido muito que este barril esteja cheio de ouro”, diz ele.

O impetuoso Francisco, não hesita muito tempo. Uma machadada e o barril espalha o seu conteúdo: ouro, nem uma grama! Pedras, nada mais do que simples pedras sem valor!

Nossos homens ficam pasmos:

- E pensar que ele nos mistificou a esse ponto, o miserável! Era preciso sermos bobos, tambem, para cairmos em êxtase perante a palavra OURO!

- Dizer que nós lhe havíamos confiado todas as nossas propriedades por pedaços de papel baseados sobre quatro pás de pedras! Ladrão e Mentiroso!”

-”Dizer que nós, nos mostramos enfadados e odiando uns aos outros durante meses a fio por tal engano! Que demônio!

Mal Francisco havia levantado o machado, o banqueiro já fugia a passos largos para a floresta.

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Ainda somos escravos. Mas na época da escravidão negra, onde havia grandes plantações, os escravos eram mais unidos do que jamais fomos, agora que somos escravos nas plantações de dinheiro. É novamente hora de união para destronarmos os algozes do mundo. ************ A conexão integral entre a coerência de nossos pensamentos e emoções, transforma a energia em matéria mediante a expressão do verbo e da ação. Quando ação e verbo não são coerentes com o pensamento, a densidade da energia aumenta. Quando a densidad aumenta, somos menos luz - Rafael López Guerrero ************ A moderna educação universitária praticamente prepara uma pessoa para adquirir uma mentalidade canina com a qual aceite o serviço de um amo superior. Depois de concluir uma má chamada educação, as supostas pessoas educadas vão, tais quais cachorros, de porta em porta, preenchendo solicitações de emprego, e na maioria dos casos são postas para fora depois de informadas que não há vagas. Assim como os cachorros são animais que servem a seus amos por migalhas de pão, o homem serve fielmente a um amo sem receber recompensas suficientes - A.C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada
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