Cocaína, Nocaína e a Coca Cola
O etno-botânico, escritor e enteólogo Johnattan Ott fez recentemente uma palestra em uma conferência em 03 de fevereiro, em Madrid. O tema foi “Solanáceas e folhas de coca”.
Em sua palestra, Ott expõe alguns fatos como a substituição da cocaína pela nocaína (explicado mais adiante) nas ruas do México. O que para muitos não é algo de importância, considerando que estamos falando de drogas, pode revelar um panorama muito diferente… que veremos a seguir.
COCA-COLA E COCAÍNA
De acordo com Ott, “em 1903, temendo a regulação que estava por vir, a Coca-Cola decidiu retirar a cocaína de seu produto. A lei de 1906 não proibia nada, mas dizia que o conteúdo deveria ser divulgado.
O cerne da lei americana de 1906 mostrou à Coca-Cola que sua bebida estava mal rotulada, pois não constava a presença nem de cola nem de coca. Assim, ou teriam de trocar o nome da bebida ou adicionar as duas substâncias ao produto. O caso chegou até a Suprema Corte e o governo acabou ganhando a disputa contra a Coca-Cola.
A empresa assinou um decreto de consentimento. Naquela época a marca “Coca-Cola” já valia muito, e assim, optaram por não mudar o nome. Ou seja, o próprio governo americano determinou que a Coca-Cola voltasse a ser preparada tendo a cocaína e a noz de cola como dois de seus ingredientes.
Em Newark (New Jersey), é produzido um pó misterioso que se chama “pó de Coca-Cola”. Trata-se de um “extrato aromatizante desalcaloidizado composto por três partes de coca e uma parte de cola”. A coca vem da Bolívia e Peru. Supostamente é da variedade novagranatense, cultivada na Colômbia e Peru, mas declarações descuidadas de embaixadores mostram que também vem da Bolívia.
Pela cifras apresentadas nas importações dos EUA, Ott estimou que chegam aos Estados Unidos cerca de 100 toneladas de cocaína para uso pela Coca-Cola. Estima-se que a quantidade de cocaína usada para fins medicinais por todo o mundo é de apenas 5 toneladas. Vale notar que ainda hoje, o aromatizante da Coca-Cola também é considerado para uso medicinal. Johnattan Ott acredita que exista uma fábrica legal de cocaína que faz parte do Caixa 2 de partidos políticos, da própria Coca-Cola e outras pessoas e organizações.
Ainda no tempo do presidente Roosevelt, o “pó de Coca-Cola” foi analisado muitas vezes, mas nunca conseguiram encontrar rastros de cocaína, ainda que tenham encontrado seu alcalóide base, a etonina. A tecnologia atual permitiria detectar rastros de cocaína e etonina no xarope, e como a lei americana diz que o proprietário de uma grama de pó que contenha 10mg de cocaína deve pagar como se fosse cocaína pura, se fosse encontrada mesmo que uma nanograma de cocaína em uma lata de Coca-Cola, toda a substância seria ilegal.
COCAÍNA E NOCAÍNA
“Na América do Sul – continua Ott – a coca é um enteógeno, e isso se refere ao contexto do uso, e não ao tipo de substância, é um embriagante xamânico e a principal planta enteógena em muitos povos do noroeste do Amazonas, além de um estimulante para o trabalho, sobretudo o coletivo. Para nós, ocidentais, não é uma droga sagrada nem de trabalho, mas que é muito usada para desgastar os frutos do trabalho (dinheiro) e cujo uso está em evidência, ou ainda para demonstrar riqueza porque a cocaína serve, sobretudo, para tirar o dinheiro das pessoas.
Contudo, na verdade pouca cocaína é encontrada nas ruas. Há sempre muitas notícias sobre a cocaína na mídia, mas na realidade antes se vendia cocaína nas ruas, e agora ela foi substituída pela nocaína, tanto no México quanto na Colômbia, e muito mais na Europa e nos EUA. Não sei como fizeram isso, mas foi uma manobra muito inteligente para quem está a orquestrar isso; suspeito que a droga seja feita na China. É uma substância que à vista e ao olfato passa por cocaína, também se cristaliza como a base, mas não é cocaína, não aguenta a análise química. Os resultados são nefastos – efeitos mais brandos (o que induzem o maior consumo), mas traz uma forte dor de garganta e a sensação de que essa está arranhada.”
E o que está acontecendo com a verdadeira cocaína? Por que continuam produzindo as 1000 ou 1500 toneladas anuais da droga? Ott continua – “acompanhei a desaparição paulatina da coca vendida no México. Cinco anos atrás tinha grande teor de pureza e custava entre 10 e 20 euros a grama, em função da quantidade e proximidade dos produtores. Agora está bem mais cara e não se usa mais o nome de cocaína, e sim “perico”. Agora não se fala em “gramas de cocaína” e sim “grapas de perico” (grampos de perico), de modo que não se comprometem a vender uma grama nem se comprometem a vender cocaína”.
COCAÍNA E A INDÚSTRIA ARMAMENTISTA
E segue Ott: “E termos geopolíticos a cocaína é o grande sustento do mercado de armas. É de pronto associada a violência porque a CIA começou a traficar, adaptando uma idéia originalmente dos ingleses, que traficavam ópio, e dos franceses, vendendo ópio processado em heroína em Marselha. Antes de saírem do sudeste asiático, os franceses, que foram derrotados na Indochina em 1953, o serviço secreto francês contrabandeavam ópio para produzir heroína e vendê-la principalmente em New York, que era o grande mercado do momento. Os EUA replicaram o sistema, e isso explica a razão de ainda estarem no Afeganistão, que produz 90% da heroína mundial e aparentemente também do haxixe. Os Talibãs controlavam isso cosmeticamente, mas desde que os EUA assumiram o controle do país as colheitas de ópio crescem mais e mais: a droga é a única economia viável no Afeganistão.
O único setor que os EUA subsidiam de maneira massiva é o de armamentos. É a única indústria que o país permanece sendo o líder mundial em fabricação. Todo o resto se produz em países como China, Tailândia, etc. Por outro lado, o armamento é o produto industrial que menos necessita mão de obra e maior aporte de capital para seu desenvolvimento. Que fazemos com as armas? Não se pode vender à Espanha pois essa também fabrica armas, assim como outros países ricos. A resposta é o mercado da droga; agora os camponeses colombianos podem comprar estes fuzis que são fabricados em indústrias americanas.
Não falo de cannabis mas de coca e ópio, que dependem de grandes extensões de terra e muitos trabalhadores para a produção. São plantações de dependem de uma rede criminosa muito bem organizada, a nível estatal, e para mim a CIA é o protótipo de empresa multinacional nesse setor. (…) Desde o assasinato de Kennedy, é fato público que os presidentes conhecem bem suas posições – a de que não controlam a CIA. Kennedy não estava contra a CIA, mas dizia que, caso fosse eleito, iria despedaçá-la em tantas partes que não poderiam controlar a política externa, mas são eles, a CIA – e não Obama – que controlam o Afeganistão, Iraque, e mil coisas que ninguém sabe”.



A Nova Ordem Mundial
Fim dos Tempos
Flúor na água não!
Infinito Aldo Luiz Amanagé Ré
LIBERTAR!
O Libertário
O Vigia
Rádio-blog do Olavo de Carvalho
Senzalamundi
Stop Secrets
Whataheal University




