FAA permite pilotos com crises depressivas comandem vôos comerciais
A Federal Aviation Administration (FAA), a similar americana da ANAC brasileira, divulgou na última sexta feira (2), uma nova regra que pilotos medicados com remédios psiquiátricos poderão comandar aeronaves comerciais.
Essa decisão do FAA em “permitir vôos desde que medicados” abrange pilotos que fazem uso dos seguintes medicamentos: Prozac, Zoloft, Celexa e Lexapro (e seus genéricos).
Não é uma coincidência que o uso dessas drogas estejam relacionado a atos de agressão, suicídios e assassinatos em massa. Sob efeitos desses medicamentos, as pessoas podem perder o contato com a realidade e acharem que estão mais em jogo de videogame do que no mundo real. Contudo, Randy Babbit, administrador da FAA parece pensar diferente. Para ele, a velha política era em parte devida por preocupações dos possíveis efeitos colaterais de drogas psiquiátricas, incluindo sedação. Mas novos medicamentos possuem menos efeitos colaterais, e a associação de pilotos pressionou a FAA para que reconsiderasse o banimento.
Já para mim, o caso parece muito mais com uma manobra política do que com uma conclusão médica, ainda que médicos experts (sempre há um expert para corroborar com as mudanças) e ONGs de saúde mental apóiem a causa.
Ainda que a situação pareça remota, e se um piloto desse tiver um surto qualquer e causar um acidente matando centenas de passageiros, ou pior, matar muito mais pessoas, se o acidente ocorrer em uma área densamente povoada? Basta apenas uma crise para que isso possa ocorrer.
Outro ponto que a FAA pareceu ter “esquecido”, é que desde 2002, pesquisadores mostram que em diversos casos, o uso de drogas como o Prozac e Celexa em pacientes com problemas psiquiátricos tiveram os mesmos resultados que, imaginem, medicamentos placebos, ou seja, sem fármacos ativos. Da mesma forma que também não levou em consideração os fatos de que muitos surtos depressivos têm origem não raramente em problemas cardiovasculares e que medicamentos psiquiátricos são viciantes para a maioria de seus usuários.
Em um cenário onde os acidentes aéreos estão ficando cada vez mais comuns, seja por falhas mecânicas ou “situações misteriosas” – como no acidente do Air France, por que a FAA adotaria uma medida que oferece um novo risco, ainda que em potencial, não somente à aviação americana, mas também a mundial, já que companhias aéreas americanas voam por todo o mundo? Definitivamente há algo aí…

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