A Meatrix
Vivendo no Mato Grosso, o “Celeiro” (e também transgênico) do Brasil, me identifiquei muito com a Meatrix, uma paródia de Matrix, ou, melhor dizendo, uma visão mais focada sobre o que foi apresentado nas telas dos cinemas.
Além de celeiro do Brasil, Mato Grosso também é muito forte na pecuária. Em tempos idos, o gado pantaneiro era sinônimo de animais saudáveis, para aqueles que ainda comem carne. Hoje, esse gado está praticamente extinto, e o que restou dele faz parte da Meatrix aqui no Brasil.
Também em outras regiões do estado, o gado em criação extensiva está diminuindo. Sob a desculpa da degradação dos solos onde há a pecuária, os gordos elitistas da região - incluindo empresários e políticos “ruralistas” (eu digo AgroCorporativistas) como o futuro senador (sim, ele $erá eleito e quer ser presidente, como ele mesmo afirmou em 2001) Blairo Maggi e tantos outros – expandem suas plantações de soja, algodão e cana-de-açúcar, dizendo que o “mundo precisa de mais alimentos”. Assim, vivemos a era dos gados, porcos e aves confinados, sem nos esquecermos dos peixes, que são genéticamente cruzados e transbordam os tanques dos piscicultores. Esses são os alimentos “sáudaveis” ingeridos pela maioria da população.
Legenda: clicar em CC e selecionar Português
Sem legenda
O texto seguinte foi extraído do blog Missisclof:
Reparem nos cortes das orelhas. São a marcação australiana, para marcar nascimento dos animais. Eles vão e picotam a orelha dos filhotes.
Olá Pessoal,
Recentemente fui surpreendido, e acredito que a maioria de vocês também, pela lei de proibição do corte de cauda e de orelha,
esteticamente requeridos em algumas raças de cães. Interessante que a motivação para esta proibição seja o bem estar animal… até
entendo que os autores sejam pessoas preocupadas com o tema, mas me pergunto, porque o privilégio canino? porque a mesma lei não engloba outras espécies menos emblemáticas ? qual a justificativa para que a referida lei não mencione a amputação de cauda, seguida da amputação dos dentes e da castração sem anestesia em porcos recém nascidos ?
Seria a facilidade no manejo destes animais e a melhoria do sabor na sua carne motivação suficiente para impingir o sofrimento a estes em relação daqueles? O que dizer das castrações com o uso de bordizo ou de elásticos ou mesmo a cirúrgica que na maioria das vezes é realizada sem anestesia e por pessoas não qualificadas em bovinos, caprinos, eqüinos, porcos adutos e ovinos?
Esse é o bordizo. Funciona da seguinte forma: vc prende o animal e espreme os ductos espermáticos com esse aparelho. Os ductos são os canais que ligam o testículo ao pênis. E pronto!!!! Sem anestesia nem nada!!!!! Deu para imaginar?
Novamente, a dita facilitação do manejo ou qualquer outra vantagem para a criação, seriam motivações superiores ou mais nobres para que o mal estar causado nestes animais sejam mais palatáveis para nós?…E as amputações de cornos em vacas, a maioria delas motivadas esteticamente, em que diferem conceitualmente, das amputações de orelhas nos cães?
Essa é uma técnica cirurgica de descorna. Imaginem a forma não técnica! Totalmente desnecessário, né.
Será que os autores conhecem as condições de manutenção de porcas reprodutoras em granjas ? será que eles sabem por quantos anos galinhas são mantidas, com bicos parcialmente amputados, em gaiolas minúsculas para a postura de ovos até o abate?
Essa é a famosa técnica de Debicagem. Cruel.
Será que a motivação econômica é realmente incontestável? Não sei vocês, mas me parece hipocrisia levantar a bandeira do bem estar animal tão seletivamente!!!
Tarcízio
Bom, eu penso que a proibição de amputação de cães e gatos foi um avanço. Mas não podemos nos esquecer dos outros animais.
Jesus disse: Amai-vos uns aos outros como eu vos amei.
Não disse quem eram os outros. Então, para bom entendedor, pingo é i !
***
Mesmo onde o gado e outros animais “de corte” são criados extensivamente, nem de longe são alimentos saudáveis em aspecto algum, seja ético, moral ou mesmo fisiológico. O único aspecto “saudável” nessa indústria de carnificina é o financeiro, e mesmo assim, só para o bolso dos produtores. E, se tudo isso não fosse mais do que suficiente, na verdade nós produzimos esses animais para os sionistas, enquanto o restante consome gado confinado ou morto de formas “impuras”.
Como se comer carne de animais mortos sob determinados preceitos religiosos fosse limpar o karma sionista deles…
Abaixo, um texto extraído do PEA – Projeto Esperança Animal, contando mais sobre a realidade dos animais de corte.
Bovinos
Como são mortos: Mesmo hoje em dia, o processo de abate permanece primitivo e violento. Animais entram no abatedouro um a um. Os criadores mais bem aparelhados, usam um revólver pneumático atordoador, mas, é muito comum a marretada na cabeça, nem sempre certeira. Quando é chegada a hora do abate, os animais, em geral, são forçados a entrar num corredor estreito. Desesperam-se, tentando fugir de todas as formas, viram-se de um lado para o outro, os olhos cheios de terror. Sentem o cheiro do sangue dos companheiros mortos e recusam-se a seguir adiante. Alguns, já sem força, caem; os que permanecem de pé são forçados a prosseguir, tangidos a choques elétricos. Ao final do percurso, um por um, são contidos em pequenos boxes e covardemente massacrados: recebem marretadas, tantas quantas forem necessárias, até que tombem. Os golpes lhes causam mutilações nos chifres, olhos e focinho. São então suspensos – alguns às vezes ainda vivos – por uma das patas traseiras; seus músculos se rompem em virtude do grande peso de seus corpos. Operários com longas facas cortam a garganta de cada animal, na veia jugular e carótida, deixando-o sangrar até a morte, pendurado de cabeça para baixo. No Brasil, este procedimento é comumente empregado no abate de bovinos. Porcos, cabras, ovelhas, aves e outros animais são igualmente abatidos com idêntica brutalidade, mas sem o uso do atordoamento.
Manejo: Qualquer que seja o lugar do mundo, o gado é sempre exposto a duras condições, sofrendo manejo bruto e, freqüentemente, crueldades no decorrer de suas curtas vidas. Só nos Estados Unidos, onde cada cidadão come sete bois de aproximadamente 500 kg em toda a sua vida, mais de 100 mil cabeças de gado são abatidas a cada 24 horas. Principalmente no Brasil, o gado é rotineiramente castrado, seus chifres arrancados, e seu corpo é marcado a ferro quente sem anestesia. Estes procedimentos são realizados somente para benefício econômico e conveniência dos produtores de carne. Ao pastar a céu aberto, eles são expostos a condições climáticas extremas, que vão desde calor insuportável até tempestades e secas. Muitos animais sofrem e morrem de calor, frio, sede, fome, doenças e envenenamento por plantas tóxicas. Após diversos meses no campo, o gado é transportado para locais de engorda , o que é feito através do fornecimento de grãos . Nesse local, dezenas de milhares de animais são apinhados em áreas lamacentas, infestadas de moscas e cheias de estrume, onde o estresse os torna suscetíveis à febre e a outras dolorosas doenças debilitantes. Defender-se das moscas pode fazer com que eles percam um ou dois quilos por dia, por isso os produtores os pulverizam regularmente com inseticidas altamente tóxicos.
Engorda: O gado não se adapta de imediato a comer grandes quantidades de grãos. A mudança fisiológica abrupta na dieta de grama para grãos causa dolorosos problemas digestivos, principalmente flatulência. Para aumentar o ganho de peso e reduzir os custos alguns produtores adicionam papelão, jornais, serragem e até pó de cimento à ração. Outros preferem adicionar estrume de aves e suínos ou esgoto industrial e óleos.
Trasporte: Quando atingirem o peso ideal, os animais são transportados por caminhões até os matadouros. Freqüentemente são manejados com brutalidade: levam choques elétricos de aguilhões, são chutados e arrastados. Podem ser privados de alimento e água e sofrer exposição a condições ambientais difíceis por longos períodos. Caminhões que transportam gado estão sempre superlotados, o que resulta em quedas, pisoteamento e lesões durante o transporte. Os animais que sofrem trauma de pernas, pelve, pescoço ou perna, são arrastados para fora dos caminhões até o piso do matadouro, onde, muitas vezes, agonizando de dor, chegam a esperar horas para ser abatidos. Animais que estão doentes demais para morrer não recebem eutanásia. Em vez disso, podem ser jogados na “pilha de mortos” e deixados para morrer de doença, sede fome ou hipotermia. Nos Estados Unidos, embora seja requisito de Federal Humane Slaughter Act de 1958 e revisto em 1978 (com exceção de abate kosher e de outras recomendações religiosas), o atordoamento nem sempre é feito com sucesso, devido à incompetência, à indiferença ou à deficiência do equipamento.
Abate religioso: Existe um tipo de abate de cunho “religioso” que segue o preceito segundo o qual não se deve ingerir alimentos com sangue, como praticado para a produção de alimentos judaicos, a chamada comida kosher talvez seja pior que a habitual, pois é marcado por excepcional requinte de crueldade.
Crueldade embutida: Os criadores costumam afirmar, com um orgulho sinistro, que “da vaca se aproveita tudo”, dos cascos ao chifre, sendo por isso um “animal muito útil ao homem”, conforme aprendemos na escola. Até mesmo as patas, que não seriam comestíveis, fornecem material para a geléia de mocotó. Muitas gelatinas artificiais são produzidas com patas de vacas ou bois, além de conter corantes e aromatizantes artificiais. Portanto, vegetarianos não devem consumir gelatinas de origem animal e geléia de mocotó. Se você ainda não foi convencido de que deve fazer a sua parte deixando de comer carne, lembre-se destas informações na próxima vez que se sentar num restaurante de luxo e pedir uma vitela acompanhada de um bom vinho francês. Existe um grande movimento internacional de boicote ao consumo de vitela criado justamente pela compaixão que sentimos em relação a esses filhotes. Não peça mais vitela (ou a carne da mãe dela!) nos restaurantes, nem a compre nos supermercados. Mas quer fazer mais? Não freqüente mais lugares que apresentem esse tipo de prato em seu cardápio e avise-os do porquê de sua decisão. Melhor ainda: divulgue isto entre seus amigos.
Propaganda enganosa: A McDonald´s, rede mundial de hamburgers, gasta milhões de dólares em campanhas de propaganda direcionada a crianças e jovens, tentando mostrar que seu produto é bom. Criaram até um palhaço chamado Ronald McDonald´s. Nos anúncios, ele mostra que os hamburgers nascem como frutas e crescem em pacotes. Esse personagem era interpretado por Jeff Juliano que, ao inteirar-se da forma como o gado vive e é assassinado, abandonou o emprego milionário e tornou-se vegetariano.
Bovinos e Eqüinos a Caminho do Prato
1º Estágio
O animal chega à “central de empacotamento”, e é colocado em uma área de espera.
2º Estágio
O animal é enfileirado em um curral e um funcionário começa a conduzi-lo, com o auxílio de uma vara de eletro choque, através de uma porta de aço.
3º Estágio
É feito o pré-abate através de pistola pneumática ou atordoamento elétrico ou golpes de marreta.
4º Estágio
O animal é pendurado em uma corrente pela pata traseira de cabeça para baixo (há a ruptura dos tendões da coxa, e o animal tem a carne rasgada pelo próprio peso).
5º Estágio
É feita uma abertura para esfola do couro (muitos animais recobram a consciência e gritam de dor nesse momento).
6º Estágio
É feita a degola e tanques aparam o jorro de sangue durante alguns segundos.
7º Estágio
O animal é baixado e começa o processo de esfola total e parte dos cortes de tetas, patas e línguas. É COMUM OS ANIMAIS CHEGAREM VIVOS NESTE ESTÁGIO. HÁ RELATOS EM QUE O ANIMAL AINDA ESTAVA PISCANDO OS OLHOS ENQUANTO ESTAVA SENDO RETALHADO.
8º Estágio
O animal é arrastado em uma esteira onde há o corte em uma serra elétrica em duas metades, na posição da coluna vertebral.
9º Estágio
A carcaça é levada para uma câmara de resfriamento (a carne ainda contém calor do sangue).
10º Estágio
A carcaça é levada para a seção de corte em pedaços como os vistos em mercados e açougues.

10 por Hora
2012 o Portal
A Lista dos Bons
A Nova Ordem Mundial
Análise Crítica do Aquecimento Global
Arauto do Futuro
Ecotretas
Evoluindo Sempre
Filojotia
Fim dos Tempos
Flúor na água não!
Infinito Aldo Luiz Amanagé Ré
Liberdade Mental
LIBERTAR!
O Libertário
O Vigia
Rádio-blog do Olavo de Carvalho
Senzalamundi
Ser de Metepec
Vanguardeando
Walk Buttons – buttons e chaveiros anti NWO
Whataheal University





Muito legal seu blog, acompanho faz algum tempo…
Que cidade do MT você é?
Eu moro em Primavera do Leste, conhece?
Abraço
Por isso me tornei vegetariana estrita e nem compro couro desde que tive maior contato com esta realidade, ano passado. Realmente não consegui mais… Esta indústria é muito triste e abominável! Só não vê quem não quer enxergar!
Acho muito válido a proibição da mutilação de cães, pois um problema não torna outro insignificante, já que é por uma causa fútil de estética que não agrega nada ao animal.
Mas devemos sempre mostrar que estes animais da indústria alimentícia são os que mais sofrem desrespeito em nome do dinheiro, onde os criadores no geral tem o lema: já que vão morrer que se danem!
Ótimo post.
Mariana
Mais uma coisa, creio que as pessoas que lutaram por esta lei tb sabem dessas atrocidades mostradas. Geralmente protetores desse tipo são vegetarianos ou vegans. O problema é pra se falar de indústria alimentícia o buraco é bem mais embaixo, mas existe sim uma luta contra as atrocidades desta indústria tb.
Mariana
Um ótimo documentário sobre o assunto é “A Carne é fraca”: http://www.youtube.com/watch?v=IKIBmppiIvM&feature=player_profilepage
Chocante, aterrador e revoltante. Não sei como pessoas conseguem comer carne. Ainda tem os que, mesmo depois de assistirem a documentários bem esclarecedores, persistem no hábito. Gostaria de saber se comeriam carne bovina, por exemplo, se eles mesmos tivessem que abater os animais
a golpes de marreta, sabendo que muitos não morrem antes
da terceira marretada; e, depois, retalhá-los, seguindo toda a rotina de um abatedouropara, em seguida, chamar os amigos para um churrasco. É muita hipocrisia.
Parabéns por mais este fantástico post!