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Posts Tagged ‘Nova Ordem Mundial’

PostHeaderIcon Wikileaks, a Farsa – Mais um informe revelador

Desde que o suposto Cablegate começou a vir à tona, não há um dia sequer que eu visite sites e blogs, gringos e brasucas, e não encontre informações e manifestações de apoio ao Wikileaks.

Uma pena, pois, estamos vendo com nossos próprios olhos, como é fácil enganar a buscadores de verdades e outros que estão dispostos a mostrar as mentiras e armadilhas criadas para fortalecer a Nova Ordem Mundial.

O triste resultado disso nós também já conhecemos: mentiras e montes de areia espalhados em blogs e outras mídias anti NWO, deixando o público cada vez mais incerto do que é verdade e o que não é.

Ponto para eles.

Vários blogs, inclusive o Ecocidio, já haviam apontado incoerências à respeito do Wikileaks, como, por exemplo, ter sido criado usando dinheiro de George Soros – que além de faturar alto na indústria bélica e nos mercados financeiros, também está deitando e rolando com os body scanners nos aeroportos pelo mundo.

Pois bem, eis outra informação para tentar aclarar que o Wikileaks É UMA FARSA! Mais do que isso, é uma arma contra os governos e uma cortina de fumaça para a população.

Daniel Domscheit-Berg, o segundo em comando no Wikileaks, declarou no jornal Syria Truth que Julian Assange recebeu dinheiro do Mosad – a agência de inteligência de israelense – em troca de proteger Israel das informações divulgadas no Cablegate.

Ainda de acordo com o Syria Truth, Daniel Domscheit-Berg renunciou ao Wikileaks devido a diferenças com Julian Assange.

Em uma entrevista com Leah Abramovitz, correspondente israelense em Berlim, Domscheit conta que Assange se reuniu com agentes do Mosad antes do Cablegate para negociar a aparição do estado de Israel nos documentos vazados, de forma que esse não fosse apresentado de forma negativa, nem que documentos comprometedores, como os da “Guerra de Julho” não fossem publicados.

“Curiosamente”, isso vai de encontro com a declaração do Primeiro Ministro Netanyahu, que declarou que as informações vazadas foram “boas para Israel” já que mostram que existe um fundamento ante o perigo que o Irã representa, e mais, que provam a transparência de Israel. (!!!)

Para que tenham uma idéia melhor sobre Julian Assange, em uma entrevista à Time, ele descreve Netanyahu como um exemplo de líder mundial que acredita que a publicação de documentos pode ajudar a diplomacia internacional, e como se pode ser transparente sem ser ingênuo no mundo atual.

Já outro ex-membro do Wikileaks, John Young, atualmente diretor do site cryptome.org, deixou o Wikileaks com a alegação de que este se trata, na verdade, de uma operação encoberta da CIA.

Também Umberto Eco, autor e intelectual italiano, declarou ao Presseurop que o Wikileaks “não somente mostra a hipocrisia das relações entre Estados, mas também é um presságio do retorno de formas mais arcaicas de comunicação”.

Mas Eco não falou tudo… esqueceu de dizer que, com o Wikileaks divulgando tantas informações sobre os EUA, ele está, na verdade, contribuindo para uma espécie de Patriot Act digital, e, consequentemente, ao cerceamento de direitos e o controle mais ferrenho da população (e não só dos EUA, já que muitas pessoas e empresas mundiais utilizam servidores e backbones americanos.

E, enquanto tudo isso acontece, o Wikileaks sequer se pronuncia sobre o que a mídia mundial vem escondendo do público: que a Reserva Federal dos EUA usou o dinheiro amealhado durante a crise de 2008/2009 (9 trilhões de dólares) em bancos americanos e europeus, e a empresas como NBC, Mc Donalds, Harley Davidson, General Electric, dentre outras. Pior, emprestou esse dinheiro praticamente sem juros (1% ao ano). Esse foi o mesmo FED que declarou que não havia dinheiro nos EUA para benefícios como seguro-desemprego e outros benefícios públicos.

Em resumo: Julian Assange até pode ter iniciado tudo com boas intenções, mas foi rapidamente cooptado pela CIA, e passou a fazer o jogo deles.

Não caiam nesse jogo!!!

PostHeaderIcon MOBILIZAÇÃO JÁ! GOVERNO INFLUENCIA CRIANÇAS DE 7 A 10 ANOS A SEREM GLST

Meus caros leitores:

Hoje venho tratar não apenas de informação. É algo que requer nossa ATITUDE, e ela tem de ser IMEDIATA!

De fato, o que estou propondo é uma GRANDE MOBILIZAÇÃO, e para mim a causa é muito nobre.

Tenho uma filha de 5 anos. Tenho um sobrinho também de cinco, outro de sete e um de 10 anos. Também conheço muitas outras crianças nessa faixa de idade, filh@s e parentes de meus amigos, colegas, parentes. E mesmo sem conhecer diretamente, também me preocupo com todas as outras crianças – inclusive as de vocês. Crianças essas que já tem problemas suficientemente grandes para permanecerem crianças, em um mundo que as vê simplesmente como pequenos consumidores, adversários, objetos de estudo e manipulação… enfim, levaria alguns minutos para completar essa lista….

Sendo direto ao ponto:

Já em 2011, o governo irá começar a INFLUENCIAR AS CRIANÇAS ENTRE 7 e 10 ANOS DE IDADE, QUE EU E TODOS NÓS CONHECEMOS, A SEREM GAYS, LÉSBICAS, TRANS-SEXUAIS E TRANSGÊNEROS!!!

LHES PARECE ABSURDO? 


http://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:HiJcuYHB31IJ:www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/brasil/2010/11/24/interna_brasil,224555/material-didatico-contra-homofobia-mostra-adolescente-que-virou-travesti.shtml+correio+brasiliense+kit+gay+nas+escolas&cd=2&hl=en&ct=clnk

 http://www.camara.gov.br/internet/jornalcamara/default.asp?selecao=materia&codMat=60133&pesq=homofobia

http://www.camara.gov.br/internet/jornalcamara/default.asp?selecao=materia&codMat=60131&pesq=homofobia

 

E essa REAL e DIRETA INFLUENCIAÇÃO, sob o disfarce de “Educação Sexual” já está sendo licitada, conforme o deputado informou no vídeo.

Quero deixa muito bem claro dois pontos:

1 – Se alguém tem algo contra o deputado do vídeo – ignore o locutor e sua personalidade, e preste atenção no CONTEÚDO da informação;

2 – Em momento algum estou me posicionando contra a escolha de alguém em ser ou não GLST

O que estou colocando em XEQUE aqui é o fato do PRÓPRIO GOVERNO BRASILEIRO INFLUENCIAR E MANIPULAR MENTES DE CRIANÇAS sobre sua orientação sexual, e, se é possível ser mais sarcástico que isso, dar nome de educação sexual!!!

Agora que temos os fatos apresentados, eis o que proponho:

- Distribuição de panfletos informativos em sua cidade: em escolas públicas e privadas, igrejas e templos, liderança empresarial, clubes e associações e outros locais que reúna o público-alvo da mobilização;

- Redistribuição dessa informação e desse manifesto na internet, via blogs, redes sociais, etc;

- Distribuição de material informativo para todos os deputados federais e senadores de seu estado;

- Envio de sugestão de pauta com o assunto em questão para todos os rádios e TVs de sua cidade;

- Envio dessa informação para o Ministério Público Federal e de seu estado.

O propósito de toda essa mobilização é bem simples: FAZER COM QUE O KIT “EDUCACIONAL” COM OS VÍDEOS SEJA IMPEDIDO DE SER VEICULADO ANTES MESMO DE SUA CRIAÇÃO!

Por enquanto, esse material será distribuído e adotado por apenas algumas milhares de escolas públicas. Mas não se iludam! Se for adotado em algumas escolas, logo será EM TODAS AS ESCOLAS PÚBLICAS DO BRASIL!

O brasileiro médio, infelizmente, é reativo e altamente tolerante a sofrimento e consternação. Quando o material começar a ser usado nas escolas, é claro que parte da população irá reagir, mas aí será tarde: ou não terá força suficiente para tirá-lo de circulação, ou o material terá causado estrago em muitas crianças, até que finalmente pare de ser utilizado.

Se você REALMENTE se preocupa com próximo; Se você quer REALMENTE lutar contra a Nova Ordem Mundial no Brasil, então não seja um brasileiro médio e mobilize-se! Tenha atitude REAL e ajude a impedir a criação e adoção desse material, que inevitavelemente irá endocrinar crianças, que apenas devem se preocupar em serem CRIANÇAS.

Conto com vocês!

PostHeaderIcon WIKILEAKS – QUAL SEU REAL PROPÓSITO?

Sempre achei as informações do Wikileaks muito interessantes e reveladoras. Mas, passado certo momento, principalmente depois que a NOM roubou e deturpou o movimento 10-10-10 (aqui no Brasil com o SWU Music Festival), comecei a pensar:

“Bem, o Wikileaks é bem interessante e está jogando muita m*rda no ventilador… mas a quem isso interessa?”

Se repararmos bem, o Wikileaks é uma nova arma contra os EUA. E se formos juntar os pontos, levando em consideração o contexto atual de pré-crise financeira, desmantelamento do dolar, implantação de nova moeda global (ainda que entre um pacote antes da real adoção do Bancor), desmoralização e enfraquecimento do poder dos EUA, ao menos para mim está mais do que óbvio que o Wikileaks é mais uma ferramenta da NOM para atingir seus objetivos e criar o novo cenário futuro, mais favorável ainda à ela.

Pensem bem: o Wikileaks está abastecendo a mainstream media de todo o mundo com suas informações. Está incitando todo mundo contra os EUA e suas políticas, além de aumentar rusgas entre outros países.

Quando essa informação é passada à população através da TV e dos jornais controlados, a info que chega ao público é praticamente irrelevante, pois é apresentada na versão “para Homers Simpsons” como o Bonner mesmo disse que faz.

O que isso significa? A informação que chega ao público, à população, na verdade não interessa. O propósito do Wikileaks não é informar a população – E SIM MUNICIAR TODOS OS PAÍSES PARA JOGÁ-LOS UNS CONTRA OS OUTROS, E TODOS CONTRA OS EUA.

Aí vem algumas questões interessantes:

- Julian Assange usou dinheiro da Open Society Institute, que é de GEORGE SOROS, para criar o Wikileaks

- Nos foi dito que a mídia mundial tem recebido informações diretamente de Assange e da Wikileaks, mas Dean Baquet do The Times Washington já informou que não recebem a informação diretamente do Wikileaks, mas que não pode revelar mais detalhes sobre isso. Se isso é verdade, corrobora com minha opinião que o Wikileaks é instrumento NOM, mas levanta a dúvida de quem realmente informa tudo.

Se George Soros, um dos expoentes NOM da atualidade está mesmo por trás disso, qual o propósito final então?

Desmantelamento da força político-econômica dos EUA no mundo, conflitos entre países, crise mundial, guerra, trilhões de dólares, poder e claro, o estado de emergência que a NOM precisa para se instaurar definitivamente.

Isso também me faz pensar – ainda que off-post – que o que vem acontecendo no Rio, além de outra manobra geopolítica, dessa vez ocorrendo em próprio solo brasileiro – também é parte do controle de desarmamento que começou anos atrás. Com a população desarmada para resistir ao primeiro ataque na instauração da NOM – ainda restam os bandidos do tráfico, que possuem armamento espetacular e são soldados, ainda que fracos e não tão bem treinados como os do sistema. Só que mesmo esses bandidos-soldados menos treinados constituem uma resistência maior do que a própria população.

Então, leitores, o que lhes peço é que não saiam idolatrando o Julian Assange ou a Wikileaks, pois certamente ela foi criada para cumprir um objetivo que nada tem a ver com libertação.

Mais referências:
http://www.daily.pk/cia-mossad-and-soros…aks-19280/

http://news.yahoo.com/s/yblog_thecutline…e-for-docs

http://geraldcelentechannel.blogspot.com…soros.html

PostHeaderIcon Ocupação no Rio: Mudança geopolítica da Cidade Maravilhosa – em todas suas facetas

Pois bem. Meus camaradas blogueiros estão cobrindo muito bem a farsa da “pacificação” nas favelas cariocas. Farsa, sim. Farsa criada pela Globo, por alguns outros elitistas e pelo poder público, totalmente alinhados com as políticas pró NOM, como em tantos outros lugares do mundo.

Enquanto o Brasil ganha mais e mais expressão, seja pela sua política “social”, economia ou pela Copa e Olimpíadas, fato é que mudanças drásticas estão para acontecer no Brasil, e o Rio é apenas o laboratório – laboratório esse que tem a maior exposição mundial. É questão de tempo, pouco tempo, para vermos exército e marinha nas ruas de várias cidades do Brasil (já querem ir para Pernambuco!), entoando aquele velho papo de que “PAZ é GUERRA e GUERRA é PAZ”. Tropas de paz no Rio, a la Haiti? Paz para quem? Não para nós, certamente, já que a cada dia estão tolhendo mais e mais nossos direitos – tudo em prol da paz e segurança. Bah! Essa história estamos cansados de conhecer e sabemos que o papo é outro. De reto, esse papo não tem nada.

Mas, meus caros, ainda que esteja falando dessa farsa que pinta os policiais de heróis (mesmo os mais bandidos que muitos bandidos, bem como aqueles que sequer têm idéia de que estão sendo usados enquanto pensam que são heróis da liberação dos excluídos), vim aqui hoje para reproduzir mais um fantástico “causo” do Eduardo Marinho, que, mesmo se tratando de arte, mostra muito bem que o que ocorre atualmente no Complexo do Alemão é exatamente a mesma coisa que aconteceu em Santa Tereza – ainda que com cores diferentes.

Essa é uma história que nos mostra como o aparato público está aqui para trabalhar para a elite – e somente para ela, seja uma elite altamente abastada e de controle nacional, seja uma relativamente rica e de controle regional. A diferença de riqueza entre essas duas elites não é o x da questão. Mesmo uns sendo muito mais ricos que os outros, todos possuem as características quase universais dos elitistas: EGOÍSMO, DESRESPEITO AO PRÓXIMO, ARROGÂNCIA, SOBERBA, e, porque não, CRUELDADE.

Fiquem então com o post do Eduardo e tirem suas próprias conclusões. E que nos sirva de exemplo o fato de que, mesmo sofrendo consequências, a vitória dos JUSTOS foi alcançada, pois a elite menor foi vencida, e do mesmo modo que podemos derrotar a grande elite: Erguendo nossas vozes, com espírito e atitude!

**************

Arte de “portas abertas”, em Santa Teresa

Era sábado, saí de casa pelas dez e meia, onze horas, como de costume, pra expor meus desenhos. Fui de ônibus - às vezes vou de bicicleta, mais rápido e mais barato, só exige mais esforço. Mas eu sabia do evento, o bairro estaria diferente, provavelmente proibido aos que expõem nas calçadas e paredes, cheio de guardas municipais pra impedir os expositores de rua, como acontece todas as vezes. Os comerciantes e os artistas mais abastados promovem o evento e dão um jeito de proibir a exposição na rua, pelo menos no circuito mais freqüentado, nos eixos principais do bairro. Quando o micro começou a subir a Almirante Alexandrino, espinha dorsal do bairro, que começa quase nos Arcos da Lapa e vai até quase o Corcovado, fui olhando as arrumações.

Cartazes, estandartes coloridos, o bairro parecia uma festa, com faixas, cores, desenhos, em cada loja ou ateliê, nos restaurantes. Por baixo da aparência, eu percebia a ausência dos expositores de rua. Havia uma tirania por trás da simpatia ostentada nos banners, cartazes, faixas e outros visuais. Um apelo hipócrita apresentando o bairro como o supra sumo dos artistas do Rio de Janeiro. Havia turistas e visitantes aos montes, carrões, pessoas com roupas caras, visivelmente as classes mais ricas da sociedade. Fui chegando ao Largo do Guimarães, desci do ônibus, olhei a calçada, ninguém expondo. O largo estava cheio de guardas municipais, há um escritório deles ali. A parede onde exponho, vazia, eu poderia ir direto nela, já tirando os desenhos da pasta e colocando rápido. Até eles se darem conta e chegarem junto eu teria já uns seis a dez desenhos colados e o impasse estaria criado. Mas, eu pensava, seria entrar num clima tenso, desagradável, estar pronto pra qualquer conseqüência, ou seja, uma apreensão ou coisa pior. Além do mais, pensava na rapaziada excluída que deveria estar, como sempre, escondida no alto da Felício dos Santos, uma rua secundária onde passa muito pouca gente e que a organização do evento “libera” pros expositores usuais das ruas de Santa Teresa e os que vêm pro evento. Resolvi abordar os dois guardas do lado da banca de jornais.

Na base do “com licença, boa tarde”, perguntei se eles tinham instrução de não permitir a exposição por ali e eles, reconhecidos pela consideração, explicaram que não podiam permitir a colocação de nenhuma mercadoria nas calçadas. Eu expliquei que expunha desenhos ali naquela parede – e mostrei a parede -, todo final de semana, mas sem nada na calçada. Eles ficaram meio confusos, “nosso trabalho é garantir a passagem nas calçadas”, e recomendaram falar com “aquele pessoal de jaqueta escura, escrito ‘Chave Mestra’, da organização do evento”. Eu já os tinha visto, representavam a empresa contratada para a realização. Não me agradou a idéia de falar com eles, conhecedor da ideologia e dos mecanismos dessas empresas, sempre em função do lucro, da consideração por quem tem mais grana, num desprezo franco e profundo pelos não privilegiados, os lutadores mais pobres. Mas fui. Havia um grupo deles no ponto de bonde, do outro lado da rua. Pela disposição, postura corporal e expressões, dava pra ver a hierarquia entre eles.

Fui na direção de uma mulher de uns trinta e cinco anos, intermediária entre o grupo e o chefe, ela imediatamente me indicou uma moça mais nova, claramente subalterna. Logo na primeira frase – eu exponho naquela parede ali todo sábado e domingo – ela demonstrou ignorância e chamou o chefe. Eu já o tinha visto antes, morador do bairro, era um chefete de grupelho, nada importante na empresa, apenas uma cooptação pra liderança de grupo. Ele interrompeu minha fala, dizendo que não poderia expor ali, porque ia juntar gente e poderia causar algum acidente com os carros. Era um menosprezo pela minha inteligência, ou ele era burro, mesmo. Respondi “ah, sim, grupos como aquele ali em frente ao bar do Mineiro” e apontei o monte de gente bebendo e conversando na rua, em frente ao bar lotado, “ou aquele outro’, apontei pro lado oposto, em plena Almirante Alexandrino,”esperando pra comer no Sobrenatural, né? Tá na cara que o motivo não é esse, né, meu irmão?”

Ele hesitou diante do óbvio, mas argumentou que no largo era diferente, mais perigoso, num ridículo absurdo que confirmava minha hipótese sobre sua inteligência. A rua estava toda lotada, de pedestres e carros, o que ele dizia não fazia o menor sentido. Parei de falar e olhei bem pra ele, enquanto ele falava. Só o confronto, mesmo. Mas lembrei da rapaziada que devia estar na Felício, os excluídos, e me deu vontade de estar entre eles. Interrompi o cara, já impaciente, “onde é que tá a feira alternativa, é na Felício, mesmo?”. Ele mostrou alívio, “tá lá em cima”, e juntou os dedos da mão, “tá bombando”, numa mentira tão descarada que parei de olhar pra ele e fui logo, pra não responder.

A rapaziada estava tão escondida que não dava nem pra ver, da Pascoal Carlos Magno, um dos eixos do bairro, onde passa o grosso dos visitantes. No ano anterior, pelo menos dava pra ver, aí algumas pessoas mais curiosas vinham ver e atraíam as outras, virava uma feira, mesmo, com gente fazendo som, dançando, mercadorias bonitas, criativas, bancas de bom gosto, pinga, música. Por isso eles resolveram proibir o maior pedaço da Felício, pra que a feira não ficasse visível. É a mentalidade mesquinha da ânsia de lucro, excluindo sempre os mais pobres, com pretextos pra esconder sua própria desumanidade. Engraçado é que quem determina é a empresa, mas quem faz cumprir é o poder público. É de dar nojo, mesmo.

Tive que expor num muro desigual, mais difícil, nem tinha espaço pra expor tudo. Mas o clima estava bom, encontrei conhecidos que só expunham no “portas abertas”, gente de outras cidades e outros bairros, além de vários expositores de sempre. Foi agradável, divertido, mas as vendas foram poucas. Ficamos até escurecer. Fui pra casa aborrecido com a injustiça, todos deveriam ter respeitado o direito de expor decentemente.

No dia seguinte, domingo, já desci do ônibus direto pra parede, no largo do Guimarães. Abri a pasta, fui tirando os desenhos que já estavam com a fita crepe, pra por nas partes de cimento – há as portas de metal, também, mas aí tem que cortar a fita adesiva, primeiro, demora mais e eu precisava de rapidez. No sexto desenho já tinha um guarda me abordando, daquela maneira sempre “criativa”, “boa tarde, o senhor tem autorização para expor essa mercadoria?” Era o guarda com quem eu havia falado no dia anterior, eu estava disposto a um confronto “gandhiano” com as instituições privada e pública. Expliquei que expunha naquela parede sempre, que não ocuparia a calçada, mas exporia. Disse também que não queria faltar com o respeito, nem seria agressivo com a guarda, sabia que eles cumpriam ordens, entendia perfeitamente que eles não tinham responsabilidade sobre elas e que seriam punidos se não as cumprissem. Mas que eu me sentia no direito de expor ali, que uma empresa não tinha o direito de me impedir e que, se houvesse a ordem de apreender os desenhos, eu não reagiria contra eles, nem os insultaria. Que cumprissem com sua consciência, pois eu cumpriria o que me dizia a minha.

Ele ficou sem saber o que dizer ou fazer, pediu pra esperar enquanto ele consultava a chefia. Eu esperei ele se afastar e continuei pondo os desenhos. O pessoal da “chave mestra” já estava se movimentando. Uma menina paulista, com o jaleco da empresa, chegou pra falar, ouviu meus argumentos, sorriu compreensiva e, depois de olhar em torno e não ver ninguém da empresa perto, disse “cê tá certo” e foi pro outro lado da rua, no ponto de bonde. Vieram outros com o tal jaleco, tentando me demover, ameaçando a apreensão. Quando ouviam que poderiam apreender, se quisessem, “vai ser interessante apreender desenhos a nanquim, num evento que se entitula ‘arte de portas abertas’”, ficavam furiosos e iam buscar novas instruções. Os guardas se postaram ao lado e eu falava calmamente com eles, enquanto ia colocando mais desenhos, com o cuidado de não expor os aquarelados, que dão muito mais trabalho. A apreensão era uma possibilidade real, eu preservava os coloridos, arriscando só os em preto e branco.

Os guardas haviam sido trazido de áreas distantes – meu medo era que fossem os do centro da cidade, acostumados às operações violentas de apreensão em grande escala, em conflitos ferozes com os camelôs, com gases, pancadaria, não raro tiros e pedradas. Mas eram de Guaratiba, do Recreio e outras áreas de balneários, onde o serviço era mais pacífico e de acordo com as funções reais da Guarda Municipal, de proteção ao patrimônio público – e não de caça aos ambulantes. Com minha ação pacífica eles simpatizaram comigo, acostumados a insultos e desconsiderações, e me deram toda razão. O pessoal da “chave mestra”, sobretudo os graduados, me olhava feio. O mesmo cara mentiroso do dia anterior veio me cobrar, “mas ontem você foi pra lá”, e eu, “mas não vendi, e eu não posso ficar sem vender. Não tenho, como você, um salário pra cair na minha conta uma vez por mês”. Ele insistiu, “uma vez por ano, o que custa não expor aqui?” Eu ri, “pra mim, custa não vender. E o que custa eu expor aqui, pra sua empresa?” Ele saiu inconformado, avisando que iriam apreender. Eu disse que preferia estar do meu lado e perder os desenhos, que estar do lado da empresa e fazer o papel de repressão sobre quem luta com dificuldades. Mas ninguém veio apreender. Em duas horas, senti segurança e expus os aquarelados. Vendi mais que o normal.

No fim de semana seguinte (o evento era em dois finais de semana), eu esperava alguma ação no sentido de impedir minha exposição. Desci um ponto antes, vim andando no meio das pessoas, o bairro novamente lotado. Achava que estariam à espreita pra me abordar antes de colocar o primeiro desenho. De longe, observei o largo. Não parecia haver nenhum esquema pra minha chegada, ninguém junto à parede, quantidade normal de uniformizados. Ao me aproximar, vi que havia uma faixa larga, esticada no exato lugar onde eu exponho. Era uma faixa informativa, com informações sobre o evento, com tamanho suficiente para ocupar todo o espaço. “Covardes”, pensei.



No chão, água, mochila e a pasta de desenhos. Se a intenção fosse informar, a altura da faixa seria bem maior.


Parei na frente da faixa. Olhei em volta. Do outro lado do largo, um uniformizado da “chave mestra” me olhava, de braços cruzados. Era o que tinha ficado mais furioso comigo, no domingo anterior. Algo se movia em meu estômago. O Largo do Guimarães estava cheio de gente. Levantei a voz e o braço, “senhores!”, várias pessoas me olharam. “Quero denunciar aqui a hipocrisia de um evento que se chama arte de portas abertas, que na verdade fecha as portas pros artistas que expõem nas ruas do bairro, todo final de semana!” O cara descruzou os braços, atônito. Ficou meio desnorteado, eu continuei. “Eu exponho há mais de dez anos em Santa Teresa, pelo menos há seis nessa parede aqui” e batia a mão sobre a faixa, “e hoje estou impedido de expor porque não faço parte dessa CURRIOLA que mancomuna a empresa responsável pelo evento com a guarda municipal, que devia servir ao município, e não aos interesses mesquinhos dos que impedem trabalhadores da arte de expor o seu trabalho!” O cara, depois da palavra curriola, gritada em sua direção, entrou pela porta da administração do bairro, a sub-prefeitura, onde devia estar sediado o comando da “chave mestra”. Em seguida, surgiu na porta com mais três pessoas, duas de uniforme e uma loura baixinha e gordinha que parecia a chefe geral.

Eu levantava a pasta com os desenhos, “dentro desta pasta tem meus desenhos, feitos a nanquim e aquarela, arte pura, e estou impedido de expor pelo conluio dessa chave mestra com a prefeitura, impondo regras ridículas, injustas, que só servem aos seus interesses ignorantes e desumanos, só visam o seu lucro e o dos abonados do bairro!” A loura começou a falar no celular, ostensivamente, achei que pra me intimidar. “Ela não me conhece”, eu pensei, rindo por dentro da minha indignação, “agora eu tô incomodando”. Passou o Jean, com seus tambores, me cumprimentou, eu me dirigi ao monte de pessoas que estava no largo “esse aí é o Jean, que expõe aqui no largo e hoje está impedido de expor também! Várias pessoas que expõem aqui estão impedidas porque são pessoas sem disponibilidade de grana, não fazem parte do grupinho dos privilegiados e são desprezados pelo poder econômico que está promovendo esse evento hipócrita! São artistas de alta qualidade, que têm beleza e sensibilidade pra oferecer e estão excluídos do evento por serem artistas de rua!” Jean, parou, colocou os tambores no chão, em solidariedade. Várias pessoas paravam pra ouvir, muitos apoiavam, ouvi comentários sobre o absurdo, “portas abertas pra quem?”, eu berrava. “Portas abertas pra quem vem gastar dinheiro, mas fechada pros artistas tradicionais no bairro!”

A loura entrava no escritório, pra aparecer logo depois de novo, olhando pra mim e falando no celular. Gesticulava, eu não sabia se era teatro pra me intimidar ou se ela estava armando alguma. Mas não estava nem aí. “Vou ficar aqui denunciando a falcatrua de um evento que se diz de portas abertas, numa afronta à inteligência, e proíbe a exposição dos mais pobres!” Várias pessoas paravam, ouvindo, e me apoiavam. Algumas foram pedir explicações no escritório, eu via a loura nervosa, falando e gesticulando com as pessoas que, visivelmente, estavam achando um absurdo aquilo. Funcionários entravam e saíam do escritório, celulares nas orelhas, me olhavam com ódio impotente. Um deles me fez um sinal ameaçador, mas eu já estava tomado pelo espírito guerreiro, “tô no meu direito de falar, rapaz, o que foi? Vai mandar me prender? Eu teria vergonha de estar no seu lugar, de perseguir trabalhador a serviço de um patrão safado e desumano! Tem algum ser humano aí?”, eu provocava, lá do outro lado da rua e do ponto. “Se tiver tem que estar morto de vergonha! Mas é esperar muito, o normal é cada um se importar consigo e os outros que se fodam! Ainda mais se os outros são pobres! Cadê a humanidade de vocês, deixaram em casa pra fazer esse papel ridículo?” E continuava, falando aos passantes, “estou denunciando aqui a hipocrisia…” O Jean já tinha ido pro lugar que ele arrumou pra expor, pagando 100 reais. Mal conseguiu dinheiro pra pagar, foi ruim pra ele.

Outros da rapaziada, ao passar, me viam ali, discursando, paravam, surpresos. Via seus olhos brilharem, “é isso aí, Edu, resistência!” E se deliciavam quando eu apontava o escritório da “chave mestra”, na administração da prefeitura, “a base desse evento mentiroso, repressor, fazendo cara de bonzinho, como a mídia, enquanto exerce seu vampirismo escondido”. Já haviam se passado umas duas horas, eu parava por uns minutos, conversando com algumas pessoas, depois voltava à carga. Alguém me deu um pedaço de gengibre, acho que Rogério, o poeta, “é bom pra garganta”, ele disse.

Iberê me convidou pra expor no muro ao lado da casa dele, a uns trezentos metros de distância dali, na Almirante Alexandrino. Ele estava expondo em seu carro, habitualmente parado em frente ao prédio onde mora, seus mapas estrelares, fases lunares e outras mercadorias. Iberê é um cara “espacial”. Os guardas foram pra cima dele, também, mas ele persistiu e ficou, com argumentos fortes. Morava ali, o carro ficava estacionado junto à calçada, ele se recusou a tirar e ninguém pôde fazer nada. Eu lembrei que precisava expor. Ali estava bom, mas eu não estava vendendo. A proibição de expor era em toda a rua, mas quando fui pra lá, ninguém me impediu. Achei que eles estavam dando graças por eu ter saído do largo do Guimarães e preferiram não me perturbar mais. Expus sábado e domingo e vendi muito bem.

Na semana seguinte, viajei ao Paraná, a convite do centro acadêmico de geografia, para o evento “A geografia dos excluídos e os excluídos da geografia”. O assunto era “cultura e arte subversivas” e eu era um dos palestrantes. Passei a semana toda e não expus em Santa. Quando cheguei, soube que no meu lugar haviam posto banheiros químicos, numa clara retaliação. Achei uma graça amarga. Então os serviçais do sistema estavam me retaliando, usando os recursos hipócritas do aparato público. “Covardes”, eu ri.

Não precisei me mover. Durante o fim de semana que não fui, os próprios moradores trataram de reclamar da estupidez de colocar os banheiros na calçada, obrigando os pedestres a passar pela rua. Então não havia um lugar discreto, onde colocavam banheiros químicos nos eventos do largo? Por que colocaram no meio do caminho, se o lugar usado normalmente era muito mais indicado? Foram tantas as reclamações que não puderam repetir a dose. Quando cheguei, na outra semana, não havia banheiros. Expus sem problemas. E ironizei, “não pude dar a eles esse gostinho, estava viajando”.

                                                                                                                                    Eduardo Marinho – Observar e Absorver

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Ainda somos escravos. Mas na época da escravidão negra, onde havia grandes plantações, os escravos eram mais unidos do que jamais fomos, agora que somos escravos nas plantações de dinheiro. É novamente hora de união para destronarmos os algozes do mundo. ************ A conexão integral entre a coerência de nossos pensamentos e emoções, transforma a energia em matéria mediante a expressão do verbo e da ação. Quando ação e verbo não são coerentes com o pensamento, a densidade da energia aumenta. Quando a densidad aumenta, somos menos luz - Rafael López Guerrero ************ A moderna educação universitária praticamente prepara uma pessoa para adquirir uma mentalidade canina com a qual aceite o serviço de um amo superior. Depois de concluir uma má chamada educação, as supostas pessoas educadas vão, tais quais cachorros, de porta em porta, preenchendo solicitações de emprego, e na maioria dos casos são postas para fora depois de informadas que não há vagas. Assim como os cachorros são animais que servem a seus amos por migalhas de pão, o homem serve fielmente a um amo sem receber recompensas suficientes - A.C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada
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